
Há 42 anos, quando as luzes se acendem e o som do triângulo corta o ar, a Casa Cheia prova que o tempo pode até passar, mas o forró bem vivido nunca envelhece. A casa de shows mais amada da nossa comunidade não é apenas um espaço de dança: é um território de afetos, onde gerações inteiras aprenderam que alegria também se constrói coletivamente, passo a passo, ao som do xote e do baião.
O Forró da Terceira Idade virou patrimônio do coração do bairro. Ali, cada música é um convite à memória, cada giro na pista é uma celebração da vida que insiste em florescer. Não há pressa, não há solidão. Na Casa Cheia, ninguém dança sozinho. Sempre há uma mão estendida, um sorriso cúmplice, um olhar que reconhece no outro uma história parecida com a sua.
Quantos casais nasceram sob essas luzes? Quantas amizades foram seladas entre uma música e outra? As risadas que ecoam nas paredes da casa misturam passado e presente, formando uma memória coletiva que se renova a cada sábado, como se o tempo tivesse aprendido a dançar junto.
Com música ao vivo, ambiente acolhedor e clima de festa familiar, a Casa Cheia segue fiel à sua missão: valorizar pessoas, promover bem-estar e manter viva a tradição nordestina que pulsa em nosso bairro. Celebrar seus 42 anos é celebrar quem construiu, quem frequentou e quem ainda frequenta esse espaço tão simbólico.
Parabéns à Casa Cheia, sinônimo de cultura, respeito e alegria. Que venham muitos anos mais de forró, encanto e boas lembranças — porque enquanto houver música, haverá encontro, e enquanto houver encontro, haverá vida.

