
A automutilação é um dos sinais de alerta do sofrimento e de prevenção para suicídio de jovens. Se a criança que você ama está sofrendo tanto que está se machucando, você provavelmente sente essa dor também. Pais e cuidadores podem se sentir confusos, zangados e desamparados quando veem sinais de que seu filho(a) está praticando automutilação. Percebem que ele(a) precisa de ajuda imediata, mas muitos não têm ideia por onde começar.
Quando as famílias trazem preocupações sobre automutilação ao pediatra, isso oferece a oportunidade de falar abertamente sobre a situação e encontrar soluções juntos.A automutilação acontece quando as pessoas se machucam de propósito, mas sem a intenção de se matar. Geralmente, os especialistas se referem a cortes e outras formas de automutilação como automutilação não suicida.
Só porque uma criança ou adolescente começa a se machucar, não significa que eles estão tendo pensamentos suicidas ou esperando morrer. No entanto, estudos mais recentes mostram que eles enfrentam riscos maiores de pensamentos e ações suicidas. Portanto, é hora de atenção.
A forma mais comum de automutilação é o corte da pele. Então, você pode ver cortes ou cicatrizes nas mãos, pulsos, pernas ou outras áreas do corpo da criança. Esses cortes podem ser profundos ou serem dezenas de cortes menores. É importante lembrar que, muitas vezes, as crianças escondem seus ferimentos usando acessórios ou mangas compridas (mesmo em dias quentes). Diante disso, as cicatrizes e os cortes podem não ser visíveis ou facilmente aparentes. Outras formas de autolesão incluem bater a cabeça, queimaduras, puxões de cabelo ou arranhões excessivos na pele a ponto de tirar sangue.
Não há uma única causa clara. No entanto, os jovens que se automutilam muitas vezes sentem uma dor emocional avassaladora, outros dizem que se sentem solitários, inúteis ou vazios por dentro ou ainda relatam sentir-se superestimulados, incompreendidos ou até mesmo com medo de relacionamentos. Alguns se sentem sobrecarregados pelas responsabilidades escolares e familiares, ou querem se punir por algo ruim que acreditam ter feito.
Meninas são mais propensas a se cortar, enquanto os jovens do sexo masculino são mais propensos a se bater. No entanto, crianças de todos os gêneros se envolvem em ações consideradas não suicidas, incluindo aquelas que se identificam como não-binárias ou transgêneros.maior parte da automutilação vem de uma necessidade momentânea de escapar, não de um desejo de morrer. Porém, pesquisas mais recentes sugerem que os adolescentes que têm problemas para deixar esse tipo de ação enfrentam taxas muito mais altas de experimentar pensamentos suicidas e morrer por suicídio do que seus pares que não se envolvem em automutilação.
Tenha uma conversa. Assuma uma posição de não julgamento, ouvindo mais do que fala. Não há problema em admitir que o assunto é difícil para você, mas expresse seu amor e preocupação. Você não deve ficar envergonhado(a) ou culpado(a) pelas lutas de seu filho(a).
Mude a maneira como você pensa sobre as mídias sociais. Embora os canais digitais possam não ser uma causa direta dessa atitude, o tempo excessivo de tela pode levar a um sono ruim e sentimentos exagerados de inveja, isolamento, medo e auto rejeição. Seus próprios hábitos digitais também são importantes. Um estudo mostrou que adolescentes que vivem com depressão relataram que seus pais passavam até oito horas por dia nas mídias sociais.
Priorize a saúde mental e os relacionamentos familiares. Se sua família enfrenta níveis consistentemente altos de estresse, reserve um tempo para considerar como você pode reverter isso. Os jovens precisam saber que podem pedir tempo de inatividade sem culpa e que o autocuidado é uma prioridade acima das montanhas de trabalhos escolares e atividades extracurriculares.
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