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Pastoral da Sobriedade inicia campanha para conquistar voluntários e abrir grupos de ajuda

O aumento expressivo da utilização do crack e sua disseminação em todas as camadas sociais de Fortaleza assusta até mesmo quem atua na prevenção e no atendimento aos dependentes químicos.

Os Centros de Atendimento Psicossociais (Caps), mantidos pela Prefeitura de Fortaleza, estão lotados de pessoas que tentam se recuperar e deixar o vício. Eles já representam 30% dos 2.400 atendimentos mensais das seis unidades.

O avanço alucinado do crack - não só na Capital, mas também no Interior do Estado - motivou a Igreja Católica a reforçar suas ações na luta contra o vício e engajar voluntários na disseminação de grupos de ajuda em todo o Ceará.

Para o secretário diocesano da Pastoral da Sobriedade, Rogério Melo, em poucos anos, o crack passou a representar um problema de saúde pública e desafia as diversas instâncias sociais. "A Igreja não poderia ficar de fora dessa luta e resgatar, para a vida, o maior número de dependentes possível", diz.

Pastoral da Sobriedade foi criada, em 1996, pelo papa João Paulo II. "Desde essa época, o nosso saudoso papa já pressentia o perigo das drogas, inclusives das lícitas, como o álcool e a nicotina", lembra. A Pastoral foi criada no Brasil em 1998, atua no Ceará desde 2005 e, em Fortaleza, há dois anos.

Dados

Os números de atendimento confirmam a preocupação da Igreja em relação ao crack. Em 2008, ele ocupava a sétima colocação no programa dos 12 Passos da Pastoral, com 7,1% do total de 3.325 pessoas atendidas naquele ano. O álcool era o primeiro da lista, com 25,3%. Em 2009, a droga pulou para a primeira colocação, com 26,3%. A cocaína, segunda no ano de 2008, com 22,7%, caiu para a quinta posição no ano passado.

"A Pastoral da Sobriedade precisa do reforço de voluntários, que serão capacitados para atuar em grupos de ajuda", reafirma Melo